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quinta-feira, 13 de maio de 2021

PARA UMA ESTÉTICA DO CIVISMO

Ontem, várias televisões insistiram em comparar o civismo dos peregrinos em Fátima com o barbarismo dos adeptos de futebol. Ao mesmo tempo, na Faixa de Gaza, o civismo da fé e da política fazia mais vítimas. O mundo é complexo. Eu também gosto muito de comparações parvas, mas tenho cada vez menos paciência para cursos de padreco por correspondência. A paixão pelo futebol é, como qualquer paixão, irracional. Por isso é que é paixão. Pela parte que me toca, sinto-me deveras confortável no papel de adepto apaixonado. Como não gosto de touradas, de caça, do festival da canção, de feiras medievais com tasquinhas para bêbados finos, nem de raves psicadélicas em Fátima, ainda há esperança para mim. Também não frequento a feira do livro de Lisboa. Equilibro a balança com leituras de Walter Benjamin em praias selvagens, poupo em ansiolíticos e comprimidos contra a depressão. Experimentem a alegria de viver e a felicidade momentânea que faz bem. Que a dos outros não vos impeça de amar o próximo como a um semelhante.

PAÍS DE PADRES

 


Se o ponto de partida for Fátima, nem quero saber qual será a meta. Talvez mais uma comissão de inquérito parlamentar.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

«TERNURINHAS.»

 


Um santo, sobretudo entre meninos e meninas analfabetos. 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

APERTO DE MÃO

Estranho mundo este, em que estender a mão para um cumprimento passou a ser ou um atentado grosseiro à civilidade ou um gesto de rebeldia.

domingo, 2 de maio de 2021

O VERDADEIRO ARTISTA

"Sou pintor, pinto uns quadros de vez em quando. E também sou mágico", referiu aos deputados. Questionado sobre se vendeu muitas sociedades através da firma Morais Leitão, declarou que vendeu "algumas". Instado a precisar, disse não conseguir lembrar-se do número. E também disse não se lembrar dos nomes das sociedades em que é atualmente sócio-gerente.

António João Barão, aqui.

sábado, 1 de maio de 2021

A BASE DO SUCESSO

 

«São, na esmagadora maioria, homens e ganham, em média, dez vezes mais do que os colaboradores das empresas. É este o retrato do típico presidente executivo (CEO) em Portugal, segundo um estudo da consultora Mercer, relativo ao ano de 2020. O mesmo que demonstrou que 85% dos que ocupam cargos de topo na administração e órgãos de fiscalização das empresas são homens e ganham, em média, mais 20% do que as mulheres nos mesmos cargos.» Notícia de Janeiro do ano corrente. A imagem ao lado reproduzida é do DN, data de 2017. Começa logo tudo mal nos nomes que atribuímos às coisas. Há 7 anos escrevi este desabafo: «importa repor a verdade: o dia do trabalhador devia passar a chamar-se dia do colaborador. É assim que as empresas tratam quem para elas trabalha, independentemente de ser trabalho ou colaboração o que “os colegas” têm para "oferecer". Do ponto de vista do patrão, está claro que é colaboração. Do ponto de vista do empregado, será o que ele desejar. Os empregados são sempre livres de pensar, pena que não sejam igualmente livres de actuar. O próprio "Código do Trabalho" devia passar a designar-se "Código do Colaborador". Vai trabalhar, vagabundo, canta Chico Buarque. Antes cantasse vai colaborar. É mais fino.» Os trabalhadores portugueses vivem sob ameaça do desemprego, o medo tolda-lhes a acção. Obedecem sem questionar, desinteressam-se dos seus direitos por se julgarem desprotegidos. Estão convencidos de que as leis existem para enfeitar. Tentar congregar forças no interior de uma empresa, contra situações de assédio moral, de intimidação, de ameaça descarada, para não falar da pressão constante com objectivos inatingíveis, habilmente desenhados para calar pacóvios, muitas vezes com prémios indignos e até insultuosos, é missão hercúlea. E depois essa prática instituída de que a vida do trabalhador só existe na medida em que o patrão ponha e disponha dela. É missão hercúlea lutar contra isto. As queixas a superiores hierárquicos caem por regra em saco-roto, porque o superior hierárquico também tem um superior hierárquico que, por sua vez, tem um superior-hierárquico e assim a mensagem vai-se perdendo pelo caminho. Em muitas ocasiões senti-me sozinho e isolado a apontar o dedo, mas não me arrependo de uma única vez em que isso aconteceu. No país do faz de conta, a regra é: não estou para me chatear. E então diz-se sim senhor, obedece-se ou, à moda do "chico-esperto", inventa-se maneira de fingir que se obedece. Um desgaste. Podia contar-vos inúmeras histórias, umas mais caricatas do que outras, do que foi a experiência de trabalhar 11 anos para uma empresa que factura milhões e paga miseravelmente aos seus... colaboradores. Prefiro lembrar-me do que foi a minha progressão salarial, como gerente de livraria, ao longo de 11 anos:

31/12/2008: 430€
30/01/2009: 450€
29/01/2010: 475€
29/11/2010: 480€
31/01/2011: 485€
29/07/2011: 692,41€
29/04/2019: =

Infelizmente, não tenho acesso aos vencimentos auferidos pelos CEO, administradores e directores da mesma empresa. Deve ser mais ou menos a mesma coisa.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

OPERAÇÃO MARQUÊS

Dois bons artigos, para serem lidos e reflectidos. Um, de Garcia Pereira, a meter o dedo na ferida: aqui. Outro, de Pedro Tadeu, de uma clarividência exemplar: aqui. Curioso que sejam duas pessoas assumidamente de esquerda — e quando digo esquerda não me refiro ao socialismo engavetado de Soares e comparsas — a assinarem tais textos, os quais revelam algo muito mais preocupante do que o folclore promovido por incendiários porno como calha serem quase todos os comentadores de serviço das televisões. 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

AMÉRICA MEU AMOR

Entre os deslumbramentos mais pacóvios e até incoerentes no nosso comentário político está o fascínio exercido pela democracia americana. Não se entende de todo como é que um país com uma sociedade endemicamente racista, internamente assimétrico como poucos, com um sistema eleitoral falacioso, permeável à ingerência de terceiros como se verificou na eleição de Trump, um país com pena de morte, legitimador de práticas de tortura, com um poderosíssimo sistema de vigilância dos cidadãos, que investe mais numa Agência de Segurança Nacional do que na educação, belicista até aos dentes, albergue de milícias armadas e de grunhos de extrema-direita capazes de invadir um capitólio com a maior das facilidades, com presos políticos, com terrorismo interno, com vários exemplos de ingerência internacional, não se percebe como um país destes pode ser exemplo de democracia para alguém. Não nego, que seria estúpido, as imensas coisas positivas dos EUA, mas fazer daquilo um modelo de espanto e admiração é algo que está para lá da minha capacidade de compreensão.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

DEPRIMENTE

Perdoar-me-ão o alarde, mas sinto-me cada vez mais genial. A culpa não é minha, nada fiz por merecer tamanha inteligência, mas sim da mediocridade reinante. Acabei de ver na televisão a confirmação de Suzana Garcia como candidata do PSD à Amadora, justificada por um tonto que se deu ao trabalho de branquear as alarvidades proferidas no passado pela dita candidata. A questão sobre castração química de pedófilos, que se o povo quisesse que fosse física teria de ser, porque o povo é que manda e mai’ nada, foi a cerejinha no topo do creme suíço: «é uma posição que não é a defesa da castração química mas sim a defesa de uma terapia medicamentosa do controlo do libido». Ao lado, em pose múmia obediente, a ex-presidente da minha terra natal. Tudo lindo de se ver e de se apreciar. A tal Garcia é do mais bronco pimba que possa imaginar-se, aquele tipo de grunha histérica com estudos que o mundo do espectáculo adora promover sob argumento de que não tem papas na língua. Eu até duvido que tenha língua, que aquilo é tudo papas. Não estou a referir-me ao aspecto físico da criatura, que não me é indiferente porque as prefiro carnudas, aludo ao simulacro de pensamento ostensivamente decotado. Chamam-lhe falar sem filtros, que é o que os burgessos fazem. Percebem? Se não perceberem, podem votar nesta gentalha. Apanhar com isto tantos anos depois de ver a Manuela Moura Guedes na AR faz-me sentir saudades desses bons tempos. Em desespero, o PSD tem vindo a meter-se no colo de grunhos e vai acabar por descer ao mais raso nível populista. Ainda vão buscar o Duarte Lima para concorrer a Saquarema. Ah, espera, o Brasil já não é nosso. Por mim tudo bem, é lá com eles. Mas a candidatura de Garcia traz um problema. Com a comunicação social merdosa que temos não se vai falar de outra coisa, ela será o centro das atenções. E isso sim, é deprimente.

terça-feira, 6 de abril de 2021

"China e Rússia suspeitas de fazerem ciberespionagem a Portugal"

Valha-nos Nosso Senhor dos States, só ele nos protegerá. Não lhes déssemos as passwords para reforço dos firewalls, o que seria da nossa vida no planeta Zuckerberg?

segunda-feira, 5 de abril de 2021

CHEIRA A AUTÁRQUICAS

Portugal é um país de cretinos complacentes com cretinos. É assim do irrelevante mundo dos poetas patetas até ao universo das elites políticas e empresariais. Só com uma ética da incomplacência, uma ética que leve as pessoas a perceber que não se pode ser complacente com cretinos, é que podemos esperar algo de dignificante nesta sociedade de lambe botas e beija mãos que acorrem a esplanadas para criticar quem está nas esplanadas. Talvez seja a herança mais cancerígena de meio século de ditadura fascista e outro meio de fachada democrática, a hipocrisia dos cretinos complacentes com cretinos, sem coluna vertebral, sem verticalidade, sem convicções nenhumas nem coerência entre pensamentos e discurso, entre discursos e acções, tudo calculismo e táctica e um não querer saber tingido de queixinhas e de lamentos em surdina, cheio de cuidados, para ninguém ouvir, antes que alguém ouça. 

segunda-feira, 15 de março de 2021

AO POSTIGO

 

Esta foi apanhada ao postigo. Não sabem quem é? Perguntem ao Augusto Santos Silva e às televisões portuguesas, sugere Quitéria.

segunda-feira, 8 de março de 2021

UMA CAPA

 


Esta capa levanta várias questões, sendo a principal delas uma discriminação aparente entre portugueses medalhados e portugueses sem pódio. É uma questão pertinente, embora fundamentada numa leitura enviesada da intenção que subjaz à mensagem trazida para primeira página. Importa, antes de mais, ter em consideração o público a que se dirige o jornal desportivo em causa. É um jornal de massas, das claques e dos adeptos de desporto (maioritariamente de futebol, onde, como é de todos sabido, pululam grupelhos com ligações à extrema direita). Aquando do caso Marega foram várias as capas que o Record fez para assinalar o problema em causa. Marega 5/ Racismo 0 foi o título com mais impacto. O problema agora é mais complexo, surge na sequência de uma campanha à presidência da república portuguesa que optou por recuperar o discurso da União Nacional, que nos idos de 1930 dividia a população portuguesa entre os de boa vontade, aqueles que estavam com a ditadura, e os outros, uns de primeira, outros de segunda, uns de bem, outros de mal. Teria esta capa o mesmo impacto junto do público a que se dirige se em vez de três medalhados trouxesse rostos anónimos? Não. Compreendo o romantismo de quem preferia uma capa onde surgisse representada a multiculturalidade portuguesa, como, de resto, são todas as capas com a selecção nacional de futebol, sem se proceder a esta exaltação do mérito e do sucesso como legitimação de uma identidade. Sucede que aqui estão em causa três afro-descendentes, um dos quais de origem cubana, outra nascida camaronesa, nacionalidades que nem sequer fazem parte dos PALOP, que se esmifraram para fazer soar A Portuguesa lá longe, trazendo mais três medalhas de ouro para o atletismo nacional. Faz sentido que os celebremos, mostrando a quem não quer ver o ridículo da divisão entre portugueses de primeira e portugueses de segunda, entre portugueses de bem e os outros, os ciganos, os imigrantes, os que vêm para cá explorar-nos, não querem trabalhar e não pagam impostos, etc. Os da capa estão em representação de todos os outros, há neles uma carga simbólica poderosa que não pode ser ignorada. Essa carga simbólica tem aqui a utilidade de combater junto das massas preconceitos raciais, mostrando com clareza quão ridículos são os estereótipos e as generalizações. O Record aproveitou a oportunidade para desmontar tais preconceitos, não pela excepcionalidade dos medalhados, mas pela sua representatividade. Quanto a mim, está de parabéns por tê-lo feito.

sexta-feira, 5 de março de 2021

PANPANDEMIA

Passaram-se. Ele é a epidemia do sedentarismo, a epidemia do populismo, a epidemia das desigualdades, a epidemia da precariedade, a epidemia do envelhecimento, a epidemia do desânimo, a epidemia do medo, a epidemia dos ecrãs, a epidemia da solidão, a epidemia dos dados, a epidemia da desinformação, a epidemia do clima... Vêm todas no Público, uma pandemia de epidemias. Fujam. Cada vez apetece-me mais emigrar para Marte.

quarta-feira, 3 de março de 2021

TRANSFERÊNCIA

"Joana Amaral Dias é a versão transpoliticossexual de André Ventura". Ouvido na sala de espera da ClinicBel.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

CRISE NO BENFICA

No épico do Mahabharata, Pandu era o rei de Hastinapur. Conheceu Mia e foi amor à primeira vista. Casaram, tiveram muitos filhos. Assim nasceu a geração de PanduMia, os verdadeiros responsáveis pela época desastrosa do Benfica no ano da graça de 2021.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

BOICOTE AO MUNDIAL DO QATAR

 


A FIFA também considera o número baixo. Pois eu considero que nenhum país digno se devia deixar representar num espectáculo destes. Se a selecção portuguesa for a este mundial, não terá o meu apoio. Se o mundo civilizado é isto, dispenso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

MARCELINO DE PORTUGAL

 


O Governo desculpou-se com uma imposição do PR: temos de abrir excepção para os livros escolares. Os da Porto Editora, portanto. Excepcionais exceções. Sobre as desculpas do Governo, tratado de alienação cultural, e a imposição de Marcelo, programática, muito haveria a dizer não tivesse o mordomo sido enterrado com honras de Estado. Portugal fede, é um fedor a bufos e a mofo proibicionista, fascista, racista, elitista, que não se pode. A excepção para os livros escolares lembrou-me uma que tive com a polícia do fisco. No meu primeiro ano de trabalho, era eu professor estagiário, trabalhador e estudante ao mesmo tempo, declarei aquela coisa do IRS. À época tudo em papel, molhos de facturas consumidas pela humidade, tinta Bic a desfazer-se em tom azul celeste. Fui chamado a depor. «O senhor tem para aqui um conjunto vasto de despesas que não entram». Bela introdução à sexologia fiscal: despesas que não entram, o buraco é estreito, fica quase tudo de fora. Quais, perguntei. Eram livros. Mas os livros técnicos não entram? «Esses entram, são ágeis e maneirinhos, mas estes não são técnicos». Para mim são, insisti. Era professor de filosofia, os meus livros técnicos podiam ser tanto a "Fundamentação da metafísica dos costumes" como o "Cunnus - Repressão e Insubmissões do Sexo Feminino". O especialista dizia que não, para ser técnico tinha que vir discriminado livro técnico. Isto é, nem uma factura era de livro técnico porque faltou-me a técnica de solicitar no acto de compra que especificassem a tecnologia do livro para que os tecnocratas das finanças pudessem excitar-se. Aquilo deu num grande berreiro, discussão interminável, eu a saltar para lá do balcão com ganas de desfazer o gasganete ao fiscal. O tipo a pedir-me que falasse baixinho, que ele é que sabia o que era ou deixava de ser técnico. Assim o PR e o Governo, todos eles técnica e escola. Cunnus a menos?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

POLÍMATAS

 "Os homens são como as maçãs: quanto mais os amontoamos, mais apodrecem."

A frase é de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais (1732-1799) e parece-me válida. Curiosa é a apresentação do autor na Wikipédia: "Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais foi um polímata francês. Em vários momentos de sua vida, ele foi relojoeiro, inventor, dramaturgo, músico, diplomata, espião, editor, horticultor, negociante de armas, satirista, financista e revolucionário." Polímata, fui verificar, é aquele que estudou e sabe muitas coisas ou muitas ciências, pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área, alguém que detém um grande conhecimento em diversos assuntos. Um homem da renascença, portanto. Não confundir com a multidão de maçãs nas redes sociais, nem com a proliferação de especialistas que comentam tudo e mais alguma coisa na imprensa (tudólogos?). Estes são mesmo treinadores de bancada.

ÚLTIMA HORA

Descoberta variante portuguesa do novo coronavírus (que já não é assim tão novo). Apanha-se a ver programas da Cristina Ferreira e do Hernâni Carvalho, a ouvir o Marques Mendes, a entreter o espírito com o Big Brother, a ler o João Miguel Tavares e a Clara Ferreira Alves, a ouvir a voz da Fátima Campos Ferreira, através dos olhos piscados e das orelhas hirtas do José Rodrigues dos Santos, com entrevistas do João Adelino Faria e aquela coisa do que dizem os teus olhos apresentada pelo Daniel Oliveira. Contrai-se igualmente com o próprio Daniel Oliveira e com os cronistas do Sol, do I e do Observador, com a Maria de Fátima Bonifácio e aquele estronço que foi director do Expresso, ia ganhar o Nobel e é filho dum respeitável historiador de literatura (ninguém escolhe os filhos que tem). Toda a cautela é pouca quando expostos aos poemas do José Tolentino Mendonça, às panelas da Joana Vasconcelos e aos sermões dominicais do Rui Santos (o gelado da Máscara). Cuidado com a imprensa em geral e o Camilo Lourenço em particular, o José Gomes Ferreira, o mau, é contágio certo e vídeos de um tal Tilly no YouTube são altamente infecciosos. O homem tem nome de chá, mas é puro veneno. Nada de contactar com cheganos, negacionistas, revisionistas e especialistas de bancada que citam estatísticas da Universidade Johns Hopkins como se estivessem a citar a Bíblia. Toda a distância é pouca quando o tema é covid-19. O próprio tema, aliás, é altamente epidémico, pandémico, endémico. Uma pessoa apanha só de ouvir falar. Por isso é melhor ficar por aqui. Protejam-se, o silêncio é uma arma.