quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CRISTINA

Cristina, creio, assim se chamava a do bar artístico no Pátio dos Escuteiros. Fechou a porta e colocou um cinzeiro no centro da mesa. Continuámos a beber Guiness e a trincar amendoins, a conversa fluía. Depois alguém abriu um piano, depois alguém me passou uma guitarra, depois Cristina agradeceu as canções dos génios do seu tempo. O tempo dela não era diferente do meu, mas desconfio que ambos sintamos já o passado encurtar-se. Lembrou-me a irmã de um amigo da adolescência com quem ouvia The Doors e fumei os primeiros charros. Covilhã.


Sem comentários: