Cristina, creio, assim se chamava a do bar artístico no
Pátio dos Escuteiros. Fechou a porta e colocou um cinzeiro no centro da mesa.
Continuámos a beber Guiness e a trincar amendoins, a conversa fluía. Depois
alguém abriu um piano, depois alguém me passou uma guitarra, depois Cristina
agradeceu as canções dos génios do seu tempo. O tempo dela não era diferente do
meu, mas desconfio que ambos sintamos já o passado encurtar-se. Lembrou-me a
irmã de um amigo da adolescência com quem ouvia The Doors e fumei os primeiros
charros. Covilhã.
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