domingo, 19 de abril de 2026

25 DE ABRIL SEMPRE

 


Ao longo de dezassete capítulos compostos por vários textos com vozes narrativas diversas, percorrem-se três gerações que vão da luta na clandestinidade até às comemorações do cinquentenário da chamada Revolução dos Cravos. Cada texto é a peça de um puzzle labiríntico que captura o leitor pela desmontagem das lógicas de pensamento mais convencionais, estabelecendo-se ligações inesperadas e entrelaçando percursos, porque tudo se liga através de uma História comum, a despeito das mais paradoxais leituras que essa História inspire. «O fim da História, se assim quiseres, acontecerá no preciso momento em que a roupa se tornar supérflua, essa pretensão que pomos sobre o quê para sermos quem», escreve-se a páginas 233. E o leitor continua até à página 490 fisgando os dentes às pontas soltas para «desnovelar, desnovelar...»

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