sábado, 16 de agosto de 2014

DÓRIS GRAÇA-DIAS (1963-2014)


Há pessoas sobre cujo desaparecimento se abate um silêncio incomodativo. Este ano vão dois, e por isso o incómodo faz-se sentir ao quadrado. É possível que me tenha escapado a referência breve, mas nada desculpa que Jorge Fallorca tenha desaparecido sem que tenha sido oferecido aos leitores a oportunidade de saberem quem foi e o que deixou feito. Sucede algo semelhante, entretanto, com Dóris Graça Dias, que em tempos gerou vagas enormes de indignação por causa de uma acusação de censura (relembrei-me disto). Censurados em vida e na morte, certos autores parecem impor-se pela sua excepcional capacidade de incomodar. Não precisam de muito, basta-lhes escrever ou calarem-se para sempre. Os órgãos de comunicação social não têm que ser enciclopédias de obituários, mas pelo menos à hora da morte podiam exercitar alguma pedagogia. A imagem ao alto foi respigada aqui

3 comentários:

Anónimo disse...

Sem querer contradizer o que diz, e que, aliás, subscrevo, saíram breves notas:

http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4075053

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/morreu-a-escritora-e-critica-literaria-doris-graca-dias-1666249

Mais alguma coisa que tenha saído não contradiz o 'espírito' do que o Henrique aponta.

Anónimo disse...

Desculpe. Reparei, depois, que o link que o Henrique indicava era o mesmo... Estava (eu) a bater no ceguinho...

hmbf disse...

Estive de férias, mas não estive totalmente desligado. Comprei Público e Expresso. De vez em quando, via o telejornal. Só dei pelo desaparecimento agora, no regresso, através dos weblogs.

Quanto ao Fallorca, o silêncio foi gritante. Por assim dizer.