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Aquilo não é
dançar. Desce até àquelas pessoas, jovem rapaz, e mostra-lhes como se dança.
Ele esfola-se, sério e ágil, para dançar ante a multidão. Não há música para
ele. Começa a dançar lá em baixo no anfiteatro com um lento e flexível
movimento dos membros, passando de movimento para movimento, na graça total da
juventude e da distância, até parecer um corpo giratório, uma aranha a rodar no
meio do espaço, uma estrela. Desejo gritar-lhe palavras de louvor, gritar
arrogantemente sobre as cabeças da multidão ‘Vejam! Vejam!’ . . . . . A sua
forma de dançar não é como a das rameiras, não é como a dança das filhas de Herodias.
Emerge do meio das pessoas, súbita e jovem e masculina, e mergulha de novo na
terra em trémulos soluços para morrer triunfalmente.
James
Joyce, in Shorter Writings.
Versão
de HMBF
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