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(de edifico esse lugar)
Agradeço às ilusões
toda a verdade que escondem
agradeço a esta porta
pela angústia dos meus passos.
Também agradeço ao tecto
pelo céu que se abrirá;
às paredes, agradeço
a paciência com que prendem
o silêncio, dentro e fora;
agradeço às aparências
só o verbo aparecer;
agradeço as que sabem
porque almoçar é preciso,
e agradeço aos que ignoram
por tudo o que hei-de aprender.
João Paulo Esteves da Silva, in Notas à Margem, Amores Perfeitos, Maio de 2002, p. 29.
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