segunda-feira, 23 de agosto de 2021

AUTOCENSURA

Chegámos ao ponto da autocensura. Para não me chatear, evito certos temas sobre os quais tenho opiniões muito pouco consentâneas com o moralismo vigente. Touradas, por exemplo. Puritanismo feminista, outro. Dos assuntos que excitam os meus concidadãos, estes são os que mais me irritam por vê-los geralmente tratados com tremenda hipocrisia. Então calo-me. Cogito a possibilidade de uma estética do excesso segundo os princípios éticos de um hedonismo de raiz existencialista. Fico a falar sozinho, mas que se lixe. Prefiro esses debates silenciosos comigo mesmo à histeria das gralhas inflamadas nas redes anti-sociais. Esta matéria também merece autocensura, pelo que me calarei já de seguida.

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