Deveras zangado com o mundo, Cuco escrevia sem parar
cucospindo chuvas de perdigotos projectados em todas as direcções. Que ninguém
via o que só ele estava habilitado a ver. Que eram todos uns vendidos,
exceptuando ele e quem estivesse com ele até cucom ele estar. Sol à volta do
qual giravam num rodopio de intrigas planetas e vias lácteas, Cuco inflamado
explodia para alumiar caminhos e iluminar perdições. Estava muito preocucopado
cucom o estado do mundo, o dele, cucom as injustiças do mundo, as que, enfim,
não lhe serviam, cucom as pragas em cucolheitas alheias. Ele era o veneno, o
remédio, a solução. O que lhe acuconteceu? Nada. Passou a vida nisto, desfiando
raivas e fúrias incuconsequentes para entretenimento duns e tédio doutros. Mas
um dia, ah, um dia Cuco mordeu a própria língua, mastigou, engoliu, vomitou,
voltou a engolir, vomitou novamente, de novo engoliu, mais uma vez vomitou... e
assim sucessivamente, incuconsequentemente.
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