no raiar da chuva
miúda
que levanta da
terra
aromáticas sombras
os pombos reúnem-se
à volta de migalhas
e os cães farejam
penas
e alguém
espantosamente
parecido com quem
eu fui
agasalha-se na
solidão
dando graças pelo
silêncio
das bocas
desdentadas
pela distância dos
braços
esculpidos por
vanidade
folheando árvores
verticais
como o vento das
tempestades
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