«As obras deste Cancioneiro eram produzidas numa região consideravelmente vasta, que se estendia desde os vales do Rio Amarelo até ao Rio Yangtsé e Han. Os seus autores pertenciam a camadas sociais diferentes: fidalgos, povo trabalhador e os escravos. A maioria destas obras são anónimas. Segundo os registos antigos, as canções de folclore eram coleccionadas por pessoal especializado, indivíduos que andavam no meio do povoe eram enviados pela Corte da dinastia Zhou. Estas canções tinham por objectivo não apenas o entretenimento da nobreza, mas também dar a conhecer os hábitos e os costumes do povo, pondo a descoberto os resultados positivos e negativos da política e, ao mesmo tempo, servia para a auto-avaliação.
O Shijing debruça-se sobre a realidade social de há três mil a dois mil e quinhentos anos, em várias perspectivas diferentes, sendo um material muito precioso para o estudo da antiga sociedade chinesa. Através da temática dos seus poemas, podemos reconstruir a vida social, o sistema económico e produtivo, assim como alguns acontecimentos históricos importantes. Os seus temas, muito diversos, falavam do trabalho do povo, amor, sofrimento, fome, jornadas longe de casa ao serviço do estado, guerra, queixas e lutas contra a exploração, vida desafortunada das mulheres abandonadas pelo seu namorado, sátiras políticas, críticas e descontentamento face à injustiça e corrupção.»
O Shijing debruça-se sobre a realidade social de há três mil a dois mil e quinhentos anos, em várias perspectivas diferentes, sendo um material muito precioso para o estudo da antiga sociedade chinesa. Através da temática dos seus poemas, podemos reconstruir a vida social, o sistema económico e produtivo, assim como alguns acontecimentos históricos importantes. Os seus temas, muito diversos, falavam do trabalho do povo, amor, sofrimento, fome, jornadas longe de casa ao serviço do estado, guerra, queixas e lutas contra a exploração, vida desafortunada das mulheres abandonadas pelo seu namorado, sátiras políticas, críticas e descontentamento face à injustiça e corrupção.»
Shijing - Cancioneiro Chinês, visto numa perspectiva ocidental, tradução e comentários dos alunos do Curso de Chinês I, coordenação de Zhang Weimin, com desenhos de João Lemos, Faculdade de Letras de Lisboa, Edições Colibri, Junho de 2000, p. 11.

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