Hoje é em vós que penso
Vem não sei d'onde nem porquê
esta nostalgia dos corpos desaparecidos
esgares envoltos em neblina
vozes que por vezes 'inda ouço
mas chegam-me agora sem rosto
mas é mesmo num leito de melancolia
que mergulho em busca de vestígios
memórias vagas de momentos passados
e então a tristeza muda de cor
como um réptil à passagem do tempo
imagens projectam-se no escuro
e há corpos a caminhar sobre as águas
tornando presente o último abraço
a mensagem derradeira
falhas irredimíveis à espera de silêncio
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