Através do cinema, imaginámos uma Roma rendida ao circo,
hipnotizada por leões a devorar cristãos e gladiadores que lutavam até à morte.
Terá sido assim? Pouco importa hoje sabê-lo quando verificamos, mesmo diante de
nós, um povo rendido ao futebol, mais empenhado nos resultados de uma pandilha
de multimilionários do que nos seus próprios direitos em matérias de saúde,
educação, segurança, habitação, trabalho, justiça. O Império pode ter caído,
mas o ácido desoxirribonucleico do Império permanece entre nós.
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