Também o som tem o seu tempo. Da boca que fala ao ouvido que escuta, o som demora-se e faz-se palavra, navega nas ondas do espaço como uma nave invisível cuja tripulação é feita de signos. É um sinal que ondoleia, o som. Demora-se, estende-se, segue em espiral abrindo buracos no tempo. O tempo do som ocupa o seu espaço, o espaço do som demora-se no tempo. (em casa do Francisco, a ouvir ecos)
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